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불고기 bulgogi is a typical korean meal of marinated beef. from the dialect of the pyongan region (currently northeastern north korea), 불 bul comes from “fire” and 고기 gogi from “meat”. both the dish and its name, “bulgogi”, came and were popularized in south korea along with refugees from pyongyang (capital of the pyongan region) after the end of the japanese occupation in korea in 1945.
as the daughter of a north korean father, i have frequented several korean cuisine restaurants. although I was not taught traditional korean cuisine, in my family we created our own tradition, giving new meaning to bulgogi. as we did not know which part of the meat was originally used, we adapted using ground beef, due to its easy adherence to the flavor and malleability - usually the cut used is sirloin steak, top sirloin or filet mignon, in thin slices. at first, my mother was the one who prepared it and I helped her, and we tried together to achieve a flavor similar to the bulgogi we ate in korean restaurants. over the years, the task was entrusted to me, as I improved and investigated recipes online, and I was able to obtain satisfactory results, giving a flavor close to what we remember from our experience tasting bulgogi.

like the quest to reproduce the bulgogi, this undergraduate thesis pursues fragments of a history in a constant state of conflict and transformation. as a result of an interracial relationship, I inhabit a hybrid body-territory that tries to reconcile its various identities, sometimes contradictory or unresolved. transiting and negotiating across borders, I explore gaps in memories, whether in their non-belonging, assimilations or affections.

1st edition, 95x275 mm, 92 pages, risograph in 2 colors on pollen bold paper 90g, and 1 color on paper color plus rio de janeiro 80g. hardcover, handmade binding with visible stitching. edition of 75 numbered copies.

bulgogi de carne moída

independente

2019

o 불고기 bulgogi é uma refeição típica coreana, de carne bovina marinada. do dialeto da região de pyongan (atualmente nordeste da coreia do norte), 불 bul vem de “fogo” e 고기 gogi de “carne”. tanto o prato quanto seu nome, “bulgogi”, veio e foi popularizado na coreia do sul juntamente com refugiados de pyongyang (capital da região de pyongan), após o fim da ocupação japonesa na coreia em 1945.
como filha de pai norte-coreano, já frequentei diversos restaurantes de cozinha coreana. embora não fui ensinada à culinária tradicional coreana, em minha família, criamos a nossa própria tradição, ressignificando o bulgogi. como não sabíamos qual parte da carne originalmente é utilizada, adaptamos fazendo uso da carne moída, pela sua fácil aderência ao sabor e maleabilidade - geralmente o corte usado é contra filé, alcatra ou filé mignon, em finas fatias. a princípio, minha mãe era quem preparava e eu a auxiliava, e tentávamos juntas alcançar um sabor similar ao bulgogi que comíamos em restaurantes coreanos. com passar dos anos, a tarefa foi confiada à mim, pois fui aprimorando e investigando receitas online, e pude obter resultados satisfatórios, conferindo um sabor próximo ao que lembramos de nossa experiência degustando o bulgogi.

tal como a busca pela reprodução do bulgogi, este tcc encalça fragmentos de uma história em constante estado de conflito e transformação. como fruto de uma relação interracial, habito um corpo-território híbrido que tenta conciliar suas várias identidades, por vezes contraditórias ou não resolvidas. transitando e negociando entre fronteiras, exploro lacunas das memórias, seja em seu não-pertencimento, assimilações ou afetos.

1a edição, 95x275 mm, 92 páginas, risografia a 2 cores sobre papel pólen bold 90g, e a 1 cor sobre papel color plus rio de janeiro 80g. capa dura, encadernação artesanal com costura aparente. edição de 75 exemplares numerados.

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